domingo, 22 de janeiro de 2012

Sugestões para contos: " A Cabra Cabrez" e "A tartaruga e a lebre"


 Frente: coelho
 Avesso: Cabra  Cabrez

Certa vez um Coelhinho muito branquinho, muito branquinho, acordou, se espreguiçou e disse cheio de alegria:
- Que lindo dia ! Que lindo dia ! Vou colher umas cenouras para fazer o meu caldinho.
E assim dizendo ele saiu correndo.
Por onde ele passava a bicharada alegre perguntava:
- Onde vais com tanta pressa,
Coelhinho bonitinho?
- Vou colher umas cenouras
Pra fazer o meu caldinho!
E assim, tempos depois, o Coelho voltou todo feliz carregado de cenouras até a ponta do nariz.
Mas quando tentou entrar em sua toquinha...
Vejam só o que encontrou:
- Beeé, Beeé.
Bem lá no fundo brilhando estavam dois grandes olhos espiando para fora muito espantados.
- Beeé, Beeé.
Era o Cabra Cabrez, que lá estava de olhos arregalados.
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA COELHINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
- Aí, que susto, que perigo e agora ? Como é que eu vou entrar na minha toquinha ? Ahh, já sei, vou chamar um amigo para me ajudar.
O coelhinho muito aflito chamou o Cabrito e o Cabrito foi chegando e foi berrando:
- Meeé, Meeé !
Mas, o Cabra Cabrez, nem se assustou e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA CABRITINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Cabritinho saiu correndo, tremendo, tremendo, de medo.
Mas, o Coelhinho não desanimou, ele foi bem devagarinho e chamou o Boi. O Boizinho veio e mugiu, mugiu:
- Muuú, Muuú !
Mas, o Cabra Cabrez nem ouviu e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA SEU BOIZINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Boizinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
Coitado do Coelhinho, muito assustado entrou pelo mato e foi chamar o Gato.
E o Gatinho foi chegando e foi miando:
- Miau, Miau !
Mas o Cabra Cabrez nem se assustou e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA SEU GATINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Gatinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
E o Coelhinho cada vez mais assustado subiu o morro e chamou o cachorro.
E o Cachorrinho chegou latiu e latiu:
- Au, Au !
Mas o Cabra Cabrez nem ouviu e ainda berrou:
- EU SOU O CABRA CABREZ VAI EMBORA CACHORRINHO, QUE DE UM EU FAÇO TRÊS.
E o Cachorrinho saiu correndo, tremendo, tremendo de medo.
Coitadinho do Coelhinho desanimado começou a chorar:
- Ai, Ai, Ai, eu não posso mais entrar na minha toquinha, ai como eu sou infeliz, como eu sou.
Porém, nesse momento, um Mosquitinho bem pequenininho pousou na ponta do seu nariz e fez:
- Zum, Zum ! Não chore Coelhinho eu vou tirar o Cabra Cabrez de sua toca.
- Você um Mosquitinho, tão pequenininho, não pode ser.
- Pode sim, você vai ver.
E assim dizendo o Mosquitinho foi bem devagarinho e entrou de uma vez lá no fundo do ouvido do Cabra Cabrez e começou a fazer:
- Zum, Zum, Zum!
E o Cabra Cabrez começou a gritar:
- Socorro, Socorro, Socorro ! Estou perdido, que ZumZum é esse, que entrou no meu ouvido. Zum, Zum, Zum.
E saiu em disparada pelo meio da estrada.
E assim o Coelhinho todo feliz pode voltar para a sua toquinha carregado de cenouras até a ponta do nariz.
E a noite chegou o Cabritinho - Meeé, Meeé, o Boizinho - Muuú, Muué , o Gatinho - Miau, Miau , o Cachorrinho - Au, Au e o Mosquitinho - Zum, Zum e fizeram a mais bonita festa, que já se viu no meio da floresta.
O cabrito berrou!
O boizinho mugiu!
O gato miou!
O cachorro latiu!
Mas o zum-zum-zum
Do mosquitinho
Pôs o Cabra-Cabrez
A correr pelo caminho!



 Frente:  a tartaruga

 Avesso: a lebre

 A LEBRE E A TARTARUGA


Um dia a Lebre encontrou a Tartaruga e ridicularizou o seu passo lento e miudinho.
- Muito bem - respondeu a Tartaruga sorrindo. – Apesar de seres tão veloz como o vento, vou ganhar-te numa corrida.
A Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio. Resolveram entre elas que a raposa escolheria o percurso e seria o árbitro da corrida. No dia combinado, encontraram-se e partiram juntas.
A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direto até à meta.
A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode. Mas já era tarde... Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.

Moral da história:
Devagar mas com persistência completará todas as tarefas.

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